Mostrando postagens com marcador Fernanda Lima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fernanda Lima. Mostrar todas as postagens

Fernanda Lima em “Bang Bang”: uma protagonista injustiçada

 


Estou me aproximando do capítulo 50 de Bang Bang, a controversa novela escrita por Mário Prata, que foi assumida por Carlos Lombardi após diversas mudanças nos bastidores. Embora a trama tenha seus altos e baixos, hoje quero destacar um ponto que, para mim, merece um olhar mais atento: Fernanda Lima, protagonista que foi alvo de muitas críticas na época.

Na pele de Diana Bullock, Fernanda enfrentou uma enxurrada de comentários negativos da crítica, com muitos questionando sua habilidade como atriz. Mas revendo a novela, vejo que essa imagem foi bastante injusta. Sim, ela ainda era uma iniciante, mas sua atuação tem momentos realmente sólidos.

Fernanda se destaca, especialmente, nas cenas onde Diana precisa se impor. É notável como ela entrega uma boa presença nas sequências de maior intensidade dramática, como no rompimento com Ben, em torno do capítulo 47. A dor e a determinação da personagem ficam evidentes, e a atriz demonstra maturidade para carregar esse peso, o que não é pouca coisa para uma estreia em novelas.

Ainda que Diana seja uma protagonista desafiadora, cercada por uma trama às vezes desconjuntada, Fernanda Lima segura bem o papel e entrega uma performance que merece mais reconhecimento. Bang Bang pode não ser perfeita, mas revisitar a novela é perceber que houve, sim, acertos - e a escolha da Fernanda é um deles.

Falhas no enredo e protagonistas apagados contribuem para o marasmo que é “Bang Bang”

A novela "Bang Bang", exibida pela Rede Globo em 2005, prometia uma combinação inovadora de faroeste e comédia, um ousado empreendimento na teledramaturgia brasileira. No entanto, o que observei ao longo dos quase 40 capítulos que já assisti foi uma trama que, apesar de um conceito intrigante, falhou em prender a atenção do público. Um dos maiores problemas da novela foi a falta de acontecimentos significativos que realmente impulsionassem a história.

A narrativa parecia estagnada, com episódios prolongados em que pouco ou nada de relevante ocorria. Em vez de um enredo dinâmico e cheio de ação, como se esperava de uma trama inspirada no faroeste, a novela se arrastava com um ritmo monótono que dificultava o envolvimento dos espectadores.

Embora o casal protagonista, Ben Silver (Bruno Garcia) e Diana Bullock (Fernanda Lima), tivesse uma química evidente e promissora, sua presença era frequentemente limitada. Quando apareciam, suas interações demonstravam um potencial real para criar uma conexão emocional com o público, mas a pouca frequência de suas participações enfraquecia esse impacto. O resultado foi uma trama que carecia de um núcleo central forte e envolvente.

Além disso, a novela foi marcada por uma superabundância de personagens que, na prática, não contribuíam de maneira significativa para o desenvolvimento da história. O elenco numeroso parecia estar ali apenas para preencher espaço, com muitos papéis sem propósito claro ou relevância. Essa dispersão de personagens não só diluía o foco narrativo, mas também agravava o ritmo lento da trama. Com a mudança de autor a partir do capítulo 59, espero que “Bang Bang” possa pelo menos me entreter ou até mesmo divertir, já que Carlos Lombardi é um mestre do horário.

"Bang Bang" tinha o potencial para se destacar na teledramaturgia, mas acabou se perdendo em sua própria falta de direção. Com poucos acontecimentos impactantes, protagonistas com potencial mas pouco explorado, e uma infinidade de personagens sem função clara, a novela foi um tiro no escuro – e, infelizmente, errou o alvo.







© all rights reserved
made with by templateszoo